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segunda-feira, 24 de maio de 2010

Dica


Sou do tipo de garota,que se gosto de você,eu gosto de verdade,por inteiro,não metade;Se gosto,me importo,me preocupo.Mas se não gosto,não dou a mínima. Mas não é do meu interesse o seu mal. Não é do meu feitio tal coisa.Cada um me vê, e principalmente me sente,um tanto pro bem,quanto pro mau. Nunca meio termo. Me entrego; Gosta ou não gosta. É simples. Não tem com o que confundir.
Seja você sempre pra qualquer um,em qualquer situação.Sempre. Só assim conhecerá a verdadeira essência de cada um,como eles conheceram também a sua.
Não se importe tanto com a opinião dos outros.Mas importe-se e muito com a sua própria,essa sim é de grande valor. Viva a vida mais leve;
Cuidado com as pessoas que você escolhe para estarem ao seu lado. Suas escolhas revelam seu caráter.Se deixe levar por uma paixão ao menos uma vez na vida,mesmo que saiba (ou pense), que não vai dar em nada.No mínimo,você pode descobrir que estava enganado,e encontrar um grande amor.Surpreenda o outro.
Surpreenda-se.Sempre.Cada vez mais.Nunca se esqueça de quem você é,nem seus valores e principalmente seus defeitos,estes te ensinam muito.
Acerte sem medo de errar. Erre sem medo de acertar; Afinal,ninguém sabe ao certo onde começa o erro, e onde termina o acerto. E vice-versa. Arrisque-se.
Converse,fale sobre variadas coisas,até mesmo as mais inúteis.
Sorria.Tente tirar um sorriso de alguém,você vai ver que não é tão difícil;
Que tal uma coleção de sorrisos?! Sim,sorrisos. Sorrisos belos,de diferentes jeitos.
Mas não para se guardar na estante da sala.Mas para levar eternamente em seu coração,junto aos amigos que você fez,sendo um colecionador de sorrisos...
Não deixe para amanhã,comece hoje. Seja ganancioso.Queira muitos sorrisos.Comece já.

"Dica" - Deisi Rodrigues;

domingo, 23 de maio de 2010

Soneto do amigo - Vinicius de Moraes


Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...

sábado, 22 de maio de 2010



"..aprender você,sem te prender comigo.."

[@Fanitelli]

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Isso é muita sabedoria - Clarice Lispector

Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue;outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho...o de mais nada fazer.

Rifa-se um coração - Clarice Lispector

Rifa-se um coração quase novo.Um coração idealista.Um coração como poucos.Um coração à moda antiga.Um coração moleque que insiste em pregar peças no seu usuário.
Rifa-se um coração que na realidade está um pouco usado, meio calejado, muito machucadoe que teima em alimentar sonhos e, cultivar ilusões.
Um pouco inconseqüente que nunca desiste de acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado coração que acha que Tim Maia estava certo quando escreveu... "...não quero dinheiro, eu quero amor sincero,é isso que eu espero...".
Um idealista...Um verdadeiro sonhador...
Rifa-se um coração que nunca aprende. Que não endurece, e mantém sempre viva a
esperança de ser feliz, sendo simples e natural. Um coração insensato que comanda o racional sendo louco o suficiente para se apaixonar. Um furioso suicida que vive procurando relações e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste em cometer sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.Perde o juízo por completo em nome de causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes revê suas posições arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido. Tantas vezes provocado.Tantas vezes impulsivo.
Rifa-se este desequilibrado emocional que abre sorrisos tão largos que quase dá
pra engolir as orelhas, mas que também arranca lágrimas e faz murchar o rosto.
Um coração para ser alugado,ou mesmo utilizado por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abestado indicado apenas para quem quer viver intensamente contra indicado para os que apenas pretendem passar pela vida matando o tempo,defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocente que se mostra sem armaduras e deixa louco o seu usuário.
Um coração que quando parar de bater ouvirá o seu usuário dizer para São Pedro na hora da prestação de contas:"O Senhor pode conferir. Eu fiz tudo certo, só errei quando coloquei sentimento. Só fiz bobagens e me dei mal quando ouvi este louco coração de criança que insiste em não endurecer e, se recusa a envelhecer"
Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por outro que tenha um pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu usuário. Um amigo do peito que não maltrate tanto o ser que o abriga.
Um coração que não seja tão inconseqüente.Rifa-se um coração cego, surdo e mudo,
mas que incomoda um bocado. Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda não foi adotado, provavelmente, por se recusar a cultivar ares selvagens ou racionais, por não querer perder o estilo.Oferece-se um coração vadio,sem raça, sem pedigree.
Um simples coração humano.Um impulsivo membro de comportamento até meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos que,mesmo estando fora do mercado,faz questão de não se modernizar,mas vez por outra,constrange o corpo que o domina.Um velho coração que convence
seu usuário a publicar seus segredos e a ter a petulância de se aventurar como poeta.


terça-feira, 27 de abril de 2010

Samba de ir embora - Fernando Anitelli


Tá certo que o nosso mal jeito foi
Vital pra dispensar o nosso bom
O nosso som pausou
E por tanta exposiçao a disposiçao cansou
Secou da fonte da paciencia
E nossa excelencia ficou la fora

Soluçao é a solidão de nós
Deixa eu me livrar das minhas marcas
Deixa eu me lembrar de criar asas
Deixa que esse verão eu faço só
Deixa que esse verão eu faço só
Deixa que nesse verão eu faço sol

Só me resta agora acreditar
Que esse encontro que se deu
Não nos traduziu o melhor
A conta da saudade quem é que paga
Já que estamos brigados de nada
Já que estamos fincados em dor

Lembra o que valeu a pena
Foi nossa cena nao ter pressa pra passar
Lembra o que valeu a pena
Foi nossa cena nao ter pressa pra passar

segunda-feira, 5 de abril de 2010



Ana e o Mar - O Teatro Mágico

Veio de manhã molhar os pés na primeira onda
Abriu os braços devagar e se entregou ao vento
O sol veio avisar que de noite ele seria a lua,
Pra poder iluminar Ana, o céu e o mar

Sol e vento, dia de casamento
Vento e sol, luz apagada no farol
Sol e chuva, casamento de viúva
Chuva e sol, casamento de espanhol

Ana aproveitava os carinhos do mundo
Os quatro elementos de tudo
Deitada diante do mar
Que apaixonado entregava as conchas mais belas
Tesouros de barcos e velas
Que o tempo não deixou voltar

Onde já se viu o mar apaixonado por uma menina?
Quem já conseguiu dominar o amor?
Por que é que o mar não se apaixona por uma lagoa?
Porque a gente nunca sabe de quem vai gostar

Ana e o mar... mar e Ana
Histórias que nos contam na cama
Antes da gente dormir

Ana e o mar... mar e Ana
Todo sopro que apaga uma chama
Reacende o que for pra ficar

Quando Ana entra n'água
O sorriso do mar drugada se estende pro resto do mundo
Abençoando ondas cada vez mais altas
Barcos com suas rotas e as conchas que vem avisar
Desse novo amor... Ana e o mar